Dia D da campanha Agosto Dourado intensifica ações de conscientização sobre o aleitamento materno

Equipe Multidisciplinar de Atenção Primária, promoveu palestras sobre a importância da amamentação para o desenvolvimento infantil e para aumentar o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê

A prefeitura de Presidente Figueiredo, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde (Sems) realizou, nesta quarta-feira (30/08), o Dia D da campanha Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno e seus benefícios para os recém-nascidos e para as mamães.

Desde o dia 1º deste mês, as unidades de saúde do município, médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos, promoveram um bate-papo e atividades lúdicas com as pacientes, em acompanhamento de pré-natal, puérperas e seus familiares sobre a importância da amamentação para o desenvolvimento infantil e para aumentar o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê.

Na Unidade Básica de Saúde Celso Clementino, no bairro Galo da Serra, as 14 mulheres grávidas, em acompanhamento de pré-natal, se juntaram a outras, que já estavam com seus bebês no colo, para trocarem experiências e tirar dúvidas com os profissionais de saúde, sobre mitos e realidade em relação a amamentação, as vantagens para mãe e filho e, como amamentar a criança, pode impactar na saúde, quando na fase adulta.

Vantagens e benefícios da amamentação

A enfermeira Edilene Torres Vilaça Guerra explicou que, o leite materno tem uma fórmula, em cada fase da amamentação e que as mamães não precisam se preocuparem com sua composição.

“Nenhum dia com o seu recém-nascido é igual ao outro. E o mesmo acontece com o seu leite materno. Não existe leite fraco. O colostro é o alimento inicial do bebê e o leite maduro é sua nutrição a longo prazo, o leite de transição é a ponte entre os dois. Pense neles como três fases do leite materno e não como três tipos diferentes. Os ingredientes básicos continuam os mesmos, enquanto você amamentar, mas os níveis sobem ou diminuem, conforme as circunstâncias. É durante o período de transição que os níveis se alteram mais, diariamente, acompanhando as necessidades de mudança do seu bebê”, orientou.

Já a fisioterapeuta Sandra Maura disse que, amamentar não é uma tarefa fácil mas, que os benefícios que proporciona ao bebê e à mamãe, compensam.

“Daí a importância do acompanhamento com um profissional, para receber orientação do posicionamento correto, durante o manejo da amamentação, pois contribui para a prevenção de complicações que venham a afetar a mama, como dores e deformidades musculares, além de promover uma alimentação eficaz para o bebê”, alertou.

A psicóloga abordou a importância da amamentação para o fortalecimento do afeto. Ela disse que, amamentar assegura proteção à saúde, não só para as crianças, como também para suas mães, assim como fortalece o vínculo afetivo entre eles e pode influenciar na capacidade de interação social e autoestima da criança.

O médico Victor André Fernandes e o nutricionista Diego França falaram sobre o aspecto nutricional do leite materno e, também como deve ser a alimentação da mãe, durante o período o período da amamentação do seu bebê.

Eles explicaram que, pelo menos nos seis primeiros meses de vida, a nutrição do bebê será influenciada pela alimentação da mãe, já que isso determina as concentrações de nutrientes presentes no leite materno.

Logo, ao investir em uma dieta adequada, a mãe garante que o leite materno seja um alimento completo. Até mesmo em dias de calor intenso, a bebida é capaz de fornecer todo o volume de água que o bebê precisa. Dessa forma, o fornecimento de qualquer outro alimento ou líquido não é indicado.

Entre as futuras mamães que participaram da ação, a manhã foi de aprendizado, especialmente para as grávidas do primeiro filho, como Dayane dos Santos Lemos, de 18 anos, que não vê a hora de ter Leonardo Noah nos braços. Os exercícios e massagens para preparar a mama para alimentar o filho sempre foi a grande preocupação dela, mas, agora, garante que está preparada.

Kaiane de Souza Andrade, 20 anos, que também vai dar à luz do primeiro filho, Raiam, saiu do encontro satisfeita com as respostas que obteve da equipe multidisciplinar da Atenção Primária sobre a sua capacidade de amamentar, já que a experiencia que tinha de amamentação,  acompanhando sua irmã, não foi bem sucedida.

“Estou tranquila, porque eles explicaram que não tem nada de genética. Se seguir todas as orientações, vou produzir o leite na quantidade que meu filho vai precisar”, afirmou.

Fotos: Raimundo Paixão/Dircom-PF