Presidente Figueiredo é conhecido como a “TERRA DAS CACHOEIRAS”, uma população estimada de 38.095 mil habitantes(IBGE/2021), situado na Região Metropolitana de Manaus à 107 quilômetros da Capital, cortado pela Rodovia BR 174 que interliga o Amazonas ao Estado de Roraima e à Venezuela.

SEGMENTOS E ATIVIDADES TURÍSTICAS

Presidente Figueiredo é um município ímpar com atrativos singulares e reconhecidos na região Amazônia, principalmente pelas suas cachoeiras e corredeiras, sendo conhecida como terra das cachoeiras. O município tem a possibilidade e oportunidade de ser um destino de referência em alguns segmentos turísticos em meio a natureza. Neste sentido os tipos e atividades de turismo que são realizados e podem ser praticados em Presidente Figueiredo são: Ecoturismo; Turismo de Aventura; Pesca Esportiva; Turismo de Base Comunitária; Turismo Científico; Turismo Fluvial; Turismo Cultural; Turismo Pedagógico; Turismo Étnico; Turismo Rural; Cicloturismo; Rafting; Rapel; Mergulho; Boia Cross

Historico

O território de Presidente Figueiredo pertencia originalmente aos municípios de Novo Airão e Itapiranga. Os primeiros assentamentos populacionais nesses polos datam de 1657, para o local onde hoje é o município de Manaus, e 1668, onde hoje fica Novo Airão. O município de Presidente Figueiredo foi criado por territórios desmembrados de Novo Airão (sua parte no extremo leste, limítrofe a Manaus) e de Itapiranga (Vila e arredores de Balbina), bem como áreas adjacentes de Silves e Urucará. A instalação do município efetivou-se com as eleições gerais de 1982 e, consequentemente, com a posse do prefeito e vereadores em janeiro de 1983. O nome do município é uma homenagem ao ex presidente da província do Amazonas João Figueiredo.

Uma das estrelas da região metropolitana de Manaus, Presidente Figueiredo fica localizado a 107 km da capital do Estado do Amazonas. Quem aqui nasce é conhecido como Figueiredense. Seu nome representa uma homenagem ao 30º presidente da República Federativa do Brasil: João Baptista de Oliveira Figueiredo. A população que aqui vivia, antes da criação do município, era de pessoas aventureiras, que vieram, através de Manaus, em busca de alguma terra para se estabelecerem, fugindo das dificuldades da vida na capital. Outras pessoas vieram por causa de seus cargos públicos ligados ao Setor de Terras do Estado ou aos órgãos relacionados aos indígenas e acabaram se estabelecendo também. Vieram manauaras, paraenses, nordestinos, sulistas, goianos, mineiros etc. Essa mistura de origens enriqueceu a cultura local.

 O mentor da criação de novos municípios no Amazonas, Presidente Figueiredo entre eles, foi o Governador do Estado até 1982 e em seguida senador: José Bernardino Lindoso. Sua criação se deu de forma conturbada, em 10 de dezembro de 1981, segundo a Emenda Constitucional Estadual nº. 12, que teve seu conteúdo consolidado pelo decreto nr 6.158 de 25 de fevereiro de 1982; embora se constituísse como município apenas em 01 de fevereiro de 1983 com a posse do Prefeito Mário Jorge Gomes da Costa. Seu território se deu com o agrupamento de partes das terras dos municípios de Novo Airão, Urucará, Itapiranga e Itacoatiara. A área do território sofreu alterações por meio de decretos federais e culminou, de acordo com o IBGE, conferida em 2015, em 25.421,25 km2. Desde sua criação em 1981, até 1995, passou por diversas disputas judiciais movidas pelos vizinhos que perderam parte de 1.2 – PRESIDENTE FIGUEIREDO E SUA HISTÓRIA 24 25 seus territórios, principalmente as partes ricas em cassiterita que hoje é explorada na Vila do Pitinga. A motivação para a contestação era legítima porque os municípios propostos não preenchiam os requisitos previstos na Constituição Federal. Isso redundou na publicação do Decreto Estadual nº. 8.647, assinado pelo então Governador em exercício, Manoel Henriques Ribeiro, que foi obrigado a revogar todos esses documentos, extinguindo assim todos os municípios criados.

Em 13 de maio de 1985 foi extinto, somente sendo restaurado a partir de 27 de junho desse mesmo ano, data da comemoração de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que se tornou a padroeira da cidade. A partir da sua criação diversas ações foram desenvolvidas. Seu primeiro administrador incumbido de abrir as ruas, lotear e dar início à construção da área urbana foi o Sr. José Maria Castelo Branco e o segundo foi o Sr. Floriano Maia Viga, o qual veio a ser vice-prefeito em 1983. João Cavalcante Roldão, agropecuário e empresário era o pioneiro que possuía boa parte das terras onde a cidade começou; ele doou algumas e vendeu outras, inclusive imóveis, para as primeiras instalações da administração pública. O Centro e o Bairro Honório Roldão (pai do pioneiro), foram os primeiros, seguido pelo Bairro Curupira que depois passou a ser nominado Tancredo Neves. Posteriormente a área urbana foi sendo ampliada com os bairros José Dutra, Morada do Sol, Sol Nascente, Áida Mendonça, Orquídeas e, por fim, o Galo da Serra.

A infraestrutura e as necessidades básicas vêm sendo aprimoradas progressivamente, iniciou com o primeiro prefeito que construiu a Unidade Mista Hospitalar Gama e Silva, atual Hospital Eraldo das Neves Falcão, deu início à geração de energia, abriu ruas e ramais e desde então a cidade vem se modernizando e incorporando novas estruturas facilitando cada vez mais a vida do cidadão. Em 7 de abril de 2010, passamos a contar com um Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), e, em 03 de maio de 2013, com um Núcleo de Estudos Superiores de Presidente Figueiredo da Universidade do Estado do Amazonas (NESPF-UEA) e, com isso, uma parcela dos estudantes não são mais obrigados a migrarem para Manaus ou outras regiões para darem continuidade na vida acadêmica. A educação à distância, disponível há mais de uma década, também colabora nesse sentido. 24 25 A BR 174, que liga a cidade à Manaus, até 1998, quando teve seu asfaltamento concluído, era um mar de poeira ou um lamaçal, uma viagem poderia durar até mesmo dias dependendo das condições climáticas.

O acesso era difícil e arriscado, por isso a presença de turistas era irrisória. De 1998 em diante as coisas começaram a mudar e os manauaras começaram então a procurar conhecer nossos recursos naturais. Esse fluxo vem aumentando gradativamente, principalmente nos fins de semana, onde mais de cem cachoeiras, corredeiras, grutas e cavernas, e a própria floresta em si, atraem turistas de diversos segmentos desse setor. A caverna do Maroaga, as cachoeiras de Iracema e do Santuário são os locais mais procurados, sem considerarmos a Corredeira do Urubuí que é a mais popular. Com o aumento do número de turistas surgiram os guias turísticos locais, sendo, Clemilton Amâncio de Souza (Souzinha), o primeiro deles. O geólogo João Frederico Guimarães Cruz constatou que a região já foi fundo de oceano, por isso tanta riqueza em recursos turísticos. O município foi criado como sendo dois distritos, o de Pitinga e o de Balbina, isso se deu por causa dos principais fatores econômicos existentes: a Mineração Taboca – Paranapanema, na Vila do Pitinga e a Hidrelétrica na Vila de Balbina. Esses empreendimentos continuam ainda sendo os principais geradores dos recursos públicos municipais. O comércio e o turismo vêm se desenvolvendo gradativamente, assim como a produção rural, principalmente a agricultura familiar. O único empreendimento particular de porte que vem resistindo e gerando empregos e renda é a empresa produtora de açúcar e guaraná JAYORO. Em termos industriais a cidade ainda não possui estrutura favorável para tal, principalmente devido aos riscos da poluição e da falta de excedente de energia elétrica, além de um serviço de comunicações pouco confiável que ainda precisa se adaptar ao que de melhor já existe em outras regiões. Com 40 anos de existência e uma população estimada, em 2021, de 38.095 habitantes segundo IBGE, passou de um povoado pequeno que era representado politicamente pelos eleitores que vinham de Manaus, para uma população que já possui autonomia, em termos quantitativos, para escolher seus representantes.

O povo é festeiro e congraça culturas de diversas regiões brasileiras, tem a Festa do Cupuaçu, iniciada apenas como um festival 26 escolar em 1990 e oficializada em 1991, como sua maior festa. Ela envolve a população como um todo e atrai milhares de turistas, principalmente os manauaras. Por Edith Leite da Costa Virgílio Pereira dos Reis