
A Prefeitura Municipal de Presidente Figueiredo, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), está construindo uma base de apoio estratégico no Rio Uatumã, especificamente na região do Lago do Carabá. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as ações de proteção ambiental e ampliar a presença das equipes responsáveis pela conservação dos recursos naturais no município.
A nova estrutura foi planejada para dar suporte às atividades de Educação Ambiental, fiscalização, monitoramento ambiental e pesquisa, além de atender órgãos e instituições envolvidos nas questões relacionadas à preservação do meio ambiente.
Com a instalação da base, os profissionais poderão permanecer de forma contínua na área, proporcionando melhores condições para o desenvolvimento das ações de campo e ampliando a capacidade de acompanhamento da região. A presença permanente das equipes também deverá contribuir para o enfrentamento de práticas que possam causar impactos ambientais, como a predação de quelônios, o desmatamento e a ocupação irregular.
A estrutura integra as ações do Programa de Proteção e Manejo de Quelônios, iniciativa voltada à conservação desses animais e à proteção dos ambientes naturais onde ocorre sua reprodução e desenvolvimento.
Além da fiscalização, a base deverá funcionar como ponto de apoio para atividades educativas e de pesquisa, promovendo maior integração entre poder público, profissionais da área ambiental e demais instituições que atuam na região.
Dano ambiental
Na última segunda-feira 14), a Prefeitura de Presidente Figueiredo, durante fiscalização conjunta realizada com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) identificou uma empresa de transportes responsável pelo lançamento irregular de sedimentos no rio Urubu, nas proximidades da Cahoeira Natal. A empresa foi autuada pelo Ipaam em R$ 3.015.500, por três infrações ambientais: obra sem licen/8 ça, lançamento de resíduos em curso d’água e intervenção em Área de Preservação Permanente (APP).
Os sedimentos foram lançados no curso d’água a partir de uma área onde eram realizadas obras irregulares de aterro e terraplanagem. A apuração aponta que a intervenção pode estar relacionada à tentativa de formação de uma praia artificial no local.